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segunda-feira, 4 de junho de 2018
domingo, 20 de maio de 2018
À FLOR DA PELE
Não escrevo só para que me leiam.
Não escrevo só para que me vejam.
Não escrevo só para que me ouçam.
Não escrevo só para que me gostem.
Não escrevo só para que me odeiem.
Eu escrevo só para que me sintam!
Não escrevo só para que me vejam.
Não escrevo só para que me ouçam.
Não escrevo só para que me gostem.
Não escrevo só para que me odeiem.
Eu escrevo só para que me sintam!
sábado, 11 de novembro de 2017
INCULTA E BELA, SIM! MAS NEM TANTO!
Ei, você aí! Você que está LENO o que escrevo neste momento. Sua leitura muita me agrada, porém, preferiria que você estivesse mesmo era lendo. É justamente com você que gostaria de estar conversando, afinal, não é sempre que duas pessoas estão CONVERSANO desta forma, não é verdade? Você pode até estar DIZENO que nas redes sociais é bem mais fácil encontrarmos as pessoas se FALANO pelos chats, messengers e demais aplicativos. Contudo, o ideal seria duas pessoas se falando frente a frente, olhos nos olhos, coisa que a tecnologia moderna e escravizante tem suprimido de nós, humanos metidos à maquina. Por falar em olhar, você, caro leitor, está OLHANO para este texto e se PERGUNTANO: por que estou VENO isso? É justamente neste ponto que eu queria estar chegando, pois já que é para chegar, que nunca se chegue CHEGANO. O fato é que olhando para tantos textos e hipertextos, estamos nos perguntando os motivos de estarmos vendo tanta informação inúteis diante de nosso olhos. Você certamente dirá: esse cara tá MARCANO! Vai CIRCULANO! Será? Tudo o que está circulando por aí, acaba marcando a forma como nos comunicamos, seja de forma oral ou escrita. E não adianta ir PEGANO febre e dizer que estou PAGANO mico. Posso até estar pegando no seu pé e estar pagando um alto preço, mas é assim que a nossa língua merece ser tratada. Se você estiver TRATANO ela assim, na realidade você a está maltratando. Afinal ela é a nossa maior riqueza e nos assegura total soberania frente as outras nações. Não! E não adianta você falar que eu estou TIRANO! Tirano é substantivo concreto.Tirania mesmo é a da ignorância que paira sobre o nosso maior patrimônio: a Língua Portuguesa. No máximo, eu estaria tirando um sarro, com todas as razões possíveis. No fim das contas as locuções verbais estão cada vez mais escassas. O gerundismo que já era algo grosseiro, nem de perto se compara à supressão dos "NDO´s" nas terminações do verbo, prática que se alastra como erva daninha, triste e principalmente, por entre os falantes mais jovens. No registro escrito, então, um verdadeiro sacrilégio! Tudo isso justamente com o verbo, a palavra mais importante da língua! Isso sem contar que "no princípio era o verbo; e o verbo se fez carne; e habitou entre nós". Eis portanto, quem sabe, talvez, um bom motivo para ele não querer voltar. Embora, muitos clamem em alto e bom som que ele está VOLTANO!
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
UM VEADO NA ESCOLA!
Chegou ali sorrateiramente e sem avisar. Ao perceber o ambiente inóspito, amuou-se, mas mesmo assim, aos poucos, foi ganhando confiança e terreno. Evidentemente, não demorou muito para que sua presença fosse notada. Infelizmente, ainda hoje, nestes casos, por muitas pessoas essas gracinhas são vistas como afronta. As piadinhas foram inevitáveis. O diferente sempre causa incômodo e rebuliço. Os alunos, já cientes da exótica presença, passaram a oprimi-lo e persegui-lo. Não demorou muito e a equipe gestora tomou conhecimento do "estranho" caso. Daquela maneira, dadas as circunstâncias, era realmente um problema a ser resolvido. Olhares curiosos, arredios e espantados o perseguiam por todos os recônditos escolares. O comportamento dele, mediante a tantas ameaças também se alterou. Ao revidar as provocações, acendeu ainda mais a ira do alunado. Agora era questão de honra para os "machões" darem-lhe uma lição. Todos queriam pegá-lo, de um jeito ou de outro. Mesmo acuado, a vítima não entregava os pontos e não se deixava abater. Não esmoreceu diante de mais uma adversidade. Em certo momento, a situação ficou insustentável. Um dos jovens, com vigor o perseguiu impiedosa e bullyneamente. Eram obstinados e numerosos os adversários. Agiam como caçadores sedentos pela caça. Armaram então um emboscada e o cercaram num canto qualquer. Esbaforido e receoso ele se machucou ao bater contra a grade, numa tentativa desesperada de fugir daquele cerco. Tava na cara que ia dar polícia maquela confusão! Uma escola inteira em pleno alvoroço. Eram todos contra um! Enfim, os policiais chegaram e para sua segurança o retiraram do recinto. Pasme, leitor! Mas era o que deveria ser feito. A turma de estudantes estava em vitorioso êxtase. Finalmente aquele cervo do campo, o qual ninguém sabe como foi parar ali naquela escola, em pleno perímetro urbano, foi pego. Os militares do meio ambiente o conduziram em segurança de volta ao seu habitat. A galera inteira queria isso e aplaudiu a captura e a devolução forçosa à natureza. A juventude assimilou muito bem a necessidade de preservação das espécies e do nosso planeta. Contudo, muitos preconceitos e curiosidades estranhas ainda se mostram vivos em nós, meros e imperfeitos humanos. Vai negar, caro leitor, que o título proposital não suscitou curiosidade em você? Porém, diferentemente do que deve ter pensado, dessa vez, o veado era simplesmente um mamífero, quadrúpede e indefeso. Eis o bichinho na foto abaixo e abaixo a homofobia!
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
ESCRITOR GAVIONENSE ADOÇARÁ O DIA A DIA DOS BAIANOS COM SEU POEMA
ESCRITOR GAVIONENSE TERÁ POEMA DIVULGADO NA BAHIA AO LADO DE GRANDES POETAS BRASILEIROS
O professor de Língua Portuguesa Sérgio Silva, teve o seu poema intitulado "Nem Sempre" selecionado pelo Projeto Doce Poesia, em Salvador, a capital baiana. O resultado foi anunciado neste ia 31/08 pelos organizadores do certame.
De 17 de setembro a 8 de outubro o projeto DOCE POESIA DOCE estará distribuindo gratuitamente nada menos que 10 mil “poesias doces” (poesias impressas embalando balas doces) em praças, escolas, hospitais e postos de atendimento em Salvador.
Metade das 10.000 “poesias doces” celebrará a obra de poetas consagrados da língua portuguesa, como Castro Alves, Fernando Pessoa, Gregório de Mattos, Álvares de Azevedo, Florbela Espanca, Gonçalves Dias e muitos outros.
Já a outra metade das poesias foi selecionada a partir da Convocatória Doce Poesia Doce, que possibilita que poetas de todo o Brasil participem do projeto, estando o poema do autor gavionense entre os escolhidos.
Para Sérgio Silva, ex-Secretário de Cultura do Município, "é uma satisfação enorme poder levar o nome de nossa cidade por meio dos textos que escrevo. Ter seu poema circulando em salvador, terra de Gregório de Matos, ao lado de grandes nomes de nossa literatura é a maior recompensa para um apaixonado das letras". Confira o poema selecionado!
NEM SEMPRE
NEM SEMPRE
Querer nem sempre é
poder;
Nem sempre se pode
querer!
O que se vê, nem
sempre se toca;
O que se toca, nem
sempre nos vê.
O que se quer, nem
sempre se consegue;
O que se consegue,
nem sempre se quis.
Quem espera, nem
sempre alcança;
Nem sempre se alcança
o que se esperou.
O que se anseia, nem
sempre se busca.
O que se busca, nem
sempre se ansiou.
Quem ama, nunca
esquece.
Quem esquece, nunca
amou...
domingo, 13 de agosto de 2017
DIA DOS PAIS: O VERDADEIRO PAI NUNCA SE AUSENTA!
O ser humano é mesmo um ser muito complexo. O dia dos Pais, de forma geral, salvo algumas poucas exceções, costuma ser uma bem menos celebrada que o dia das mães, a páscoa, o natal...Porém, quando nossos pais não se fazem mais presentes fisicamente entre nós, esta data ganha maior valor e atenção dos saudosos filhos. A presença física dos pais é menos comemorada que a presença espiritual quando eles partem para outros planos. Porém, o que importa mesmo é celebrar, nesta data, a presença constante de nossos pais, seja física ou espiritualmente. Afinal, todos nós temos mais do que meras semelhanças físicas transmitidas geneticamente por nossos pais. Temos muito do caráter, dos valores, das crenças, dos sonhos e do amor de nossos pais conosco, em nosso corpo, nossas mentes, nossas almas.
Por isso, celebro hoje mais um dia dos pais sem a presença física do meu velho, que partiu ainda jovem. Porém, no coração e na mente, habitarão sempre as presenças das boas lembranças, como quando, sem querer, a bituca do seu cigarro caiu sobre meu frágil corpo de criança e o fez abandonar o vício. Quando com a bicicleta emprestada do vizinho, aceitou por minha insistência a me auxiliar nas pedaladas pois era feita pra adultos. Foram poucas pedaladas e um tombo que ele não merecia cair, mas caiu comigo. E melhor, levantou-se e me levantou e continuamos a pedalar, como se nada tivesse acontecido e a rua toda não tive visto. Ainda tenho vivo nas minhas retinas o dia em que descobri estupefato que aquele sertanejo fustigado pela seca e pela dureza da vida tinha enorme sensibilidade musical ao tocar um acordeon emprestado, na casa do vizinho. Já adolescente, ainda embevecido pela mídia esportiva, pudemos comemorar juntos, a vitória da seleção brasileira na Copa de 1994, afinal, para ele, jogo da seleção era sagrado.
São tantas e inúmeras lembranças que nenhuma rede social comportaria tamanha postagem e, certamente, ninguém quisesse lê-la, afinal não temos mais tempo para as humanidades. Por fim, quero dizer a você que me lê, que tendo a presença física de seu pai contigo nesta data, faça dela e de todas as outras momentos de boas lembranças. A você, que não tem mais seu pai neste plano, a dica é a mesma: o verdadeiro pai nunca se ausenta, pois estará presente e vivo para sempre em nossos corações e em nossas imensuráveis lembranças.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
O PROFESSOR E A LARANJA
A imagem de um professor e uma maçã é muito comum em nosso imaginário desde a infância. Todavia, associar o mestre a uma laranja é algo pouco usual, embora seja interessante observar os fenômenos naturais e compará-los às atividades humanas. É surpreendente como essas metáforas podem nos auxiliar a refletir sobre posturas, ações e decisões. Com base numa laranja e no ato de chupá-la, em todos os movimentos, espremidas e sugadas necessárias para se obter seu sumo, rico em vitamina C e frutose, tão importantes para a boa nutrição de nosso organismo, é possível tecer uma modesta analogia sobre o papel do professor na escola. Se tomarmos o professor como uma laranja e a escola e seus alunos como consumidores ávidos por seu delicioso suco do saber, a imagem que temos é de um profissional descascado, espremido e sugado até ás ultimas gotas no seu desgastante trabalho intelectual e pedagógico. As demandas da escola e os processos de ensino-aprendizagem minam as forças diárias de todo docente. A rotina diária da maioria dos professores brasileiros se dão em duas ou três escolas diferentes e isso, por si só, faz com que essa "laranja" seja literalmente virada do avesso ao final de sua jornada diária, reduzindo-o a um mero bagaço humano. Por tudo isso, o professor precisa se recompor continuamente. Ele(a) precisa se refazer, restabelecer o equilíbrio emocional e repor ordenadamente as energias. Como se não bastasse tamanha tarefa, cabe a esses profissionais alimentar os seus "alvéolos" com mais conhecimento, atualizando-o, acumulando-o e o redistribuindo por meio da partilha em sala de aula, sob o risco de tornar-se, com o passar do tempo e as agruras da profissão, uma laranja seca, azeda e com pouco conteúdo a oferecer.
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